Depois de 9 dias de orações…obtive uma resposta.  Esta semana, vi-me trocando ideias com o garçom Felipe, do ATC. Ele é educado, atencioso e um leitor voraz. Dei a ele a indicação de um livro que marcou minha jornada de leituras: um autor de ensaios, Gustavo Corçao, com o magnífico “Lições de Abismo”. Nas orações sempre desejamos um alento para o momento de angústia que vivemos. Clamamos por soluções que julgamos inatingíveis. Ontem, 13 de maio, após um almoço de dia das mães - delicioso e agradável, digno de elogio, pois a @liviaraujo está em plena mudança, o @andreangulo com a casa em pré-reforma - mas como passamos uma tarde agradável, com conversa alegre e tranquila. E hoje,  mais do que nunca, percebo como somos passageiros nesta vida…e como sempre diz a Lívia, ainda que da boca para fora, “vim ao mundo a passeio”. E é como turistas que devemos viver, sempre aproveitando todos os momentos e querendo viver mais e mais algo  novo, sem descanso. Se ficarmos parados por muito tempo, podemos perder a viagem, deixar de vislumbrar  paisagens, saber sobre o novo e deixarmos a “beleza de ser um eterno aprendiz.“ A vida tem muito a nos ensinar, ensina-nos em meio a lágrimas, tempestades com trovões, mas também com  sorrisos e dias lindos, depende da forma como vemos o que ela tem a nos mostrar, às vezes ela nos tira pessoas especiais... E se ficarmos tentando buscá-las para sempre, sem perceber que a maior mágica foi as ter tido do nosso lado, nunca vamos aprender a lição sem nos permitir novas pessoas por perto, as pessoas são insubstituíveis, por que cada uma que se aproxima de nossa vida tem algo a nos ensinar.  

O livro, lembro-me bem, pois o li e reli, o autor critica, entre outras o que denomina de “verdades ortopédicas”. Fala sobre o evolucionismo, a psicanálise, o existencialismo e o marxismo. E afirma que essas teorias afastam o homem de sua essência, transformando-o em uma aglomeração de átomos e, quando muito, em um detalhe da história. Gustavo Corção expressa no livro  a busca por uma verdade maior, algo que tenha ressonância dentro de nós. Assim…Deus aproxima-se por meio do silêncio e nossa fé é este ato de confiança em algo que, inacreditavelmente, reverbera no homem, durante sua vida. Privilegia, então “Solilóquios”, de Santo Agostinho: “Conhecer Deus e minha alma, eis tudo o que quero saber”. 

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