Penso que quando temos o DNA da docência nunca deixamos de depreender conhecimento do que nos cerca. Nas viagens que faço, nos lugares que frequento, o que leio, o que ouço, o que vejo tento aprender para, oportunamente, ensinar. Desde o final dos anos noventa, passei a ter uma visão mais holística do mundo, menos cartesiana. Tento conceber o mundo como um organismo. Causas e consequências perpassadas por fé e intuição. Em março, estive pela segunda vez na Argentina. A despeito de que tudo se torna comum para agradar turistas, detenho-me a detalhes singulares. Algo chamou-me a atenção no hotel que nos hospedamos. No banheiro havia buchas vegetais em saquinhos plásticos na jacuzzi. Na hora pense: acho que o Felipe e a Maria não conhecem isto. Trouxe para mostrar para eles e, após mostrar-lhes, e não se empolgaram muito, coloquei no banheiro dos meninos (vovô e Felipe). Hoje, surpreendi-me que as sementes brotaram. Tive uma sensação boa. Quantos processos, obstáculos e adversidades enfrentaram essas sementes para aqui gerar nova vida? Interessante que ontem eu me encantei com um documentário  sobre um arquivo de sementes na gelada Noruega, o Svalbard Global Seed Vault (ou Silo Global de Sementes de Svalbard). Há armazenadas lá cerca de 1,2 milhão de amostras de sementes, vindas de quase todos os países do planeta e o local tem capacidade para 4,5 milhões de variedades. A "coleção" é para "garantir a base do nosso futuro alimentar". Fantástico! 

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