Transito entre ações simples e comezinhas e passividades intelectuais. Da ação de limpar com cotonete embebido com lustra-móveis as nervuras de uma guarda de cama,  a reler e refletir sobre declarações de ideologias políticas, filosofia, religião, física quântica. Sempre mergulho nesse mar de coisas que não sei. São desafios. Décadas atrás, por volta do final da década de 90, costumava fazer anotações de frases ditas por pessoas eminentes culturalmente, ou  com poder para conhecer quem eram essas pessoas, que pensamentos tinham e o porquê dominavam, ou haviam dominado o mundo. 

Do caderno de anotações, registrando a lápis reflexões, aos arquivos trabalhosos, lentos armazenados em algum disquete, CD, ou Pen Drive. 

Comecei a navegar num Windows 3.1. Nossa, final da década de 90, início dos anos 2000, começava minha excursão digital. Essa versão tão simples tinha softwares para multimídia  e fontes TrueType, que melhoraram a variação de letras disponíveis. Lembro que para instala-lo eram necessários oito disquetes de alta densidade de 3,5" de 1,44 MB cada um. Jurássico! Foi neste ambiente que comecei a arquivar o que me interessava. Nessa época, eu escrevia tudo primeiro, depois digitava. Aqui no Brasil, os PCs da Compaq eram muito cobiçados. Eu já trabalhava no Ensino Superior como docente e a universidade patrocinou-me uma capacitação. Adquiri um Compaq Presario. Hoje, peça de museu. Ainda guardo alguns disquetes. Inacessíveis. Tenho ainda só um lap top da Dell que reproduz CDs, que também tenho guardados arquivos significativos. Frases positivas e animadoras que edificaram minha formação. Outras, assustadoras que me fizeram ter posturas e fazer escolhas bem diferentes  

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